1.DEFINIÇÃO

A agricultura irrigada é a cultura agrícola que tem de arte e de ciência no uso e manejo sustentável da água para a produção de alimentos e dela própria. A agricultura irrigada, diferente de irrigação agrícola, mas que a contém se fundamenta na drenagem e no adequado manejo das relações água, solo, planta e atmosfera, com monitoramento diário, durante o ano todo, objetivando a produção de água e a produção de alimentos e de bioenergia. – e. Wagner 2016.

2.QUEM EU SOU

ELMAR WAGNER

Engenheiro Agrônomo, Mestre em Ciências/Magna Cum Laude em Hidrologia na UFRGS/IPH/CHA, Agricultor, Piscicultor, Consultor independente em contratos nacionais e internacionais de Agricultura Tropical.

Nascido no 8º Distrito do Município de Pelotas, RS, Brasil, hoje Município de Morro Redondo, em 18 de abril de 1937, portador da Carteira de Identidade 1073120/SSP-DF, CPF 005.757.200-34, Engenheiro Agrônomo, M. SC. em Hidrologia, Magna Cum Laude em SSARR, Registro no CREA Nº 15.411, Carteira 4224-D, 8ª Região/RS, Estado civil Viúvo, reside à SHCGN Q 714/715 Bl A Entrada 52 Apto. 302. Residencial Morato IV, Asa Norte, Brasília/DF. CEP 70.761-610, Telefone Fixo +55 061 3368.6583 Celular +55 061 9.9995.1837. [email protected]

Após 6 anos de trabalho na iniciativa privada, 14 anos na Universidade Federal de Pelotas (nove como professor de Hidráulica e de Construções Rurais) e coordenou a criação do 1º Curso de Engenharia Agrícola no país (1972), e atuou 16 anos (1974 -1989), empregado da EMBRAPA, durante o qual foi Chefe Técnico do Centro de Pesquisa de Arroz e Feijão (CNPAF), Chefe Geral do Centro de Pesquisa Agropecuária dos Cerrados (CPAC) e Chefe do Departamento Técnico Cientifico, foi cedido ao Instituto Interamericano de Cooperação para a Agricultura (IICA), período 8/1984 a 5/1986, e ao Programa Nacional de Irrigação (PRONI/PR), de 9/1986 a 2/1988, aposentou-se, atuou três anos (1989-1992) como funcionário das Nações Unidas na FAO, em Roma/Itália, Diretor dos Serviços Crop and Grassland e Seeds and Plant Genetic Resources, de retorno ao Brasil foi Diretor Técnico da Fundação de Apoio a Recursos Genéticos e Biotecnologia “Dalmo C. Giacometti” (7/1993 a 10/1996). Presidente do Conselho Curador da Fundação Franco Brasileira de Pesquisa e Desenvolvimento (FUBRAS). Vice-Presidente do Instituto Brasileiro de Desenvolvimento Econômico e Social (IBDES). Vice-Presidente da Associação Brasileira de Organizações da Sociedade Civil de Interesse Público (ABRASCIP). Vice-Presidente da Caixa de Assistência as Profissões (CAP) e Presidente da Associação de Aquicultores e Pescadores Artesanais da Região Integrada de Desenvolvimento do Distrito Federal e Entorno – HAJAPEIXE RIDE/DF. Atualmente é consultor independente, Presidente do Consórcio Brasil-África para o Desenvolvimento Econômico e Social (ABADES), Presidente do Consórcio Brasil-África para o Desenvolvimento Econômico e Social, agricultor/piscicultor, e Diretor de Aquicultura da Federação Candanga de Pesca Esportiva, Turística e Ambiental (FCPE).

No final dos anos 1970 foi o Diretor da Sociedade Brasileira de Engenharia Agrícola (SBEA), ocasião em que realizou o Congresso Brasileiro de Engenharia Agrícola, em Brasília/DF, com Anais publicados em três volumes com mais de 1700 páginas de trabalhos apresentados. Foi Membro da Junta Directiva do Centro Internacional de Agricultura Tropical (CIAT), por seis anos em Cali/Colômbia, e membro do Board of Trustees do programa Internacional Colaborativo em Solos Tropicais (TROPSOILS), por cinco anos, liberado pela Universidade da Carolina do Norte, Raleigh/USA, e com participações das Universidades de Cornell, Texas A&M, Hawaii, do CPAC da Embrapa e alguns poucos países da Região Tropical.

De março de 1993 até a presente data atuou em 48 contratos de consultoria: com o Banco Mundial (10); com o IICA(11); PNUD(1); FAO(1); MMA(1); Empresas de Consultoria ECOPLAN, MAGNA, ALTRAN/TCBR, HABEAS DATA, MRS Estudos Ambientais(9); Fundações FGV, Arthur Barnardes e FUBRA (5); CODEVASP (3), IBDES (3) e com as Fazedas Primavera, São José e Santa Rosa, no Município de Peixe/TO, em projetos de eucaliptos e de seringueiras irrigadas, de fevereiro de 2011 até novembro 2016. De novembro de 2015 a março 2017, atuou como consultor contratado pela RURAL Prosper Ltda e Magna Engenharia Ltda. na preparação do Plano Diretor para a Agricultura Irrigada no Distrito Federal e Entorno. Nos últimos cinco anos, consultor de projetos em Angola.

Depois de completar 80 anos de idade, vem se dedicando a duas ações do seu interesse, pessoal/profissional: (i) a criação de um Blog sobre Agricultura Irrigada; e (ii) a proposta para a realização em Brasília/DF, Brasil ou em qualquer outra parte, do 1º Fórum Mundial da Agricultura Tropical – FMAT, em 15 e 16 de maio de 2020.

3.JUSTIFICATIVA

Publicações cientificas, artigos, técnicos e, mesmo do noticiário, com raríssimas exceções, não explicitam o significado de agricultura irrigada. O certo é que o padrão tecnológico está em transição, em fase de mudanças. É fato, também, que a produção de alimentos terá que quase duplicar até 2050, com 80% desse montante vindo da irrigação com uso de apenas 20 % da água que usava em 2000 (FAO).

A persistencia das crises econômicas e ambientais coloca na ordem do dia o repensar dos padrões de produção e de consumo. O Brasil enfrenta o desafio de estabelecer novas bases para o desenvolvimento rural, sobretudo para a produção vegetal de alimentos saudáveis para a humanidade.

” a grande dependência da disponibilidade de água para os processos fisiológicos e produtivos das plantas, aliada ao dinamismo na movimentação da água no sistema solo-planta-atmosfera, e associada ao caráter incerto de chuvas e de perdas para a atmosfera, fazem com que seja necessário o monitoramento diário das condições de disponibilidade hídrica”. Pires, Regina Célia de M. et al. Agricultura Irrigada. Revista Tecnologia e inovação Agropecuária. 2008. www.dge.apta.sp.gov.br

A hipótese no caso é de que a Agricultura Pluvial (se sequeiro) seja direcionada a um LANDSCAPE MANAGEMENT em chapadões dos Cerrados para a obtenção de maior “produção de água”, estocagem e abastecimento das maiores bacias hidrográficas do país, de forma a que a Agricultura Irrigada possa atender a necessidade futura de alimentos para a humanidade.

A Agência Nacional de Águas – ANA criou o Programa “Produtor de Águas” que tem por objetivo a redução de erosão e assoreamento dos mananciais nas áreas rurais. É de adesão voluntária para a execução de ações de conservação da água e do solo mediante pagamento de incentivos.

A Secretaria da Agricultura e Desenvolvimento Rural do Distrito Federal – SEAGRI/DF criou o Plano Diretor para a Agricultura Irrigada do Distrito Federal e Entorno – PDAI/DF, que objetiva proporcionar informações estratégicas capazes de subsidiar a formulação de políticas públicas para o desenvolvimento sustentável do setor.

Do ponto de vista pessoal e profissional, por que publicar num blogue?

  • Compartilhar experiências e conhecimentos;
  • Fazer parte da comunidade;
  • Manter amigos e família familiarizados com minhas atividades;
  • Enriquecer concepções e conceitos a respeito do tema; e, em verdade,
  • Tudo começou em 1990, na FAO, em Roma, quando preparávamos a apresentação da FAO para o ECO-RIO 92, sendo eu Chefe do Serviço de Cultivos e Pastagens e cumulativamente do Serviço de Recursos Genéticos Vegetais e Sementes, e mais tarde, no Brasil, com Projetos de Itaparica, da CHESF e CODEVASF, do Projeto de irrigação do Tocantins, e mais recente, do Plano Diretor para a Agricultura Irrigada no DF e Entorno. Desde 1990 até 2016 os problemas em relação a ideia de agricultura irrigada sempre foram os mesmos. Os próprios clientes não entendiam o que haviam previsto e pedido. O corpo técnico profissional dessas instituições mais relacionadas jamais teve um engajamento adequado às demandas. O que fazer? Um blog com a ideia para discussão!

 

1º FÓRUM MUNDIAL

DA AGRICULTURA

TROPICAL – FMAT

15 e 16 de maio de 2020. Centro de Convenções Ulisses Guimarães – Brasília

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